Estudos de caso com investidores

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INFRAPREV

O Instituto Infraero de Seguridade Social (INFRAPREV) é um fundo multipatrocinado que possui patrimônio superior a R$ 2,5 bilhões e participantes na ordem de 14.500 (2014).
O fundo começou a integrar aspectos sustentáveis em sua estratégia corporativa em 2003 e foi o primeiro fundo de pensão brasileiro a neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa. Os motivos principais por abordar a integração ESG (Environmental Social Governance) na gestão de ativos foram a perspectiva da prevenção de riscos e de oportunidades de novos negócios, a ampliação da diversificação dos investimentos, como um trabalho capaz de evitar impactos negativos vindo das mudanças climáticas e outros fatores de sustentabilidade e novas demandas por lado dos clientes e aspectos positivos na reputação.

POLÍTICA ESG

Para evitar possíveis impactos na rentabilidade pela não observação de passivos ocultos de natureza ambiental, social e de governança na gestão de ativos, o INFRAPREV considera quatro dimensões de sustentabilidade: social, ambiental, econômico- financeira e de governança corporativa. 

O Instituto segue uma política de ESG nos processos de seleção de prestadores de serviços financeiros e no engajamento dos gestores de investimentos como também nas orientações técnicas para investimentos responsáveis. 

A análise ESG dos seus investimentos é qualitativa e ocorre no pré-investimento e monitoramento, onde os riscos são avaliados caso a caso. É um trabalho gradual e de melhoria contínua, feito por equipe especializada.

Em 2014, o INFRAPREV revisou suas normas de investimento e elaborou manuais para formalizar a integração ESG no processo de tomada de decisão dos investimentos. Critérios ESG por classe de ativo e setor econômico estão sendo construídos. 

MÉTRICAS AMBIENTAIS PARA SELEÇÃO DE ATIVOS & GESTÃO DE RISCOS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O INFRAPREV usa critérios ambientais positivos e negativos na seleção dos ativos:

  • Critérios Negativos ambientais consistem em deixar de investir em empresas que tenham atividade potencialmente poluidora sem sistema de plano de emergência e de contingência;
  • Critérios Positivos ambientais consistem em investir em empresas que desenvolvam modelos de governança voltados à conservação dos recursos e serviços naturais; que desenvolvam controle de poluição das emissões, efluentes e resíduos; que atuem/estimulem a produção de energias limpas ou renováveis; que privilegiem teses de investimentos voltadas à preservação de florestas, ecossistemas e seu entorno;

Riscos relacionados às mudanças climáticas são avaliados como riscos comuns, olhando para desenvolvimentos na severidade da regulamentação ambiental e busca de informações sobre a situação de agua o custo e a disponibilidade de energia (especialmente com respeito a energia elétrica e combustível fóssil). Também é considerado uma avaliação de riscos físico-climáticos e possíveis limitações das emissões de CO2 implementados por novos regulamentos. O Instituto avalia em que escala a variação do clima implica nas atividades das empresas e como elas se planejam para mitigar os riscos relacionados. O monitoramento dos riscos das mudanças climáticas é feito através das respostas das empresas no questionário do CDP. Nas respostas o fundo olha dentre outros aspectos, o uso consciente da água, uso de recursos naturais, emissão de gases de efeito estufa, consumo de energia.

PAY-OFFs DE INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS INTEGRADAS

O INFRAPREV percebe como os maiores benefícios da integração ESG na análise e decisão dos investimentos o desenvolvimento de uma cultura organizacional comprometida com os clientes e a sociedade, maior qualificação das equipes profissionais, fortalecimento do processo decisório dos investimentos pela integração dos fatores de riscos ESG, o fortalecimento da marca e o reconhecimento social.

 

 

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