Capital Natural: o caminho das empresas para uma economia sustentável

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Webinar realizado pelo CDP discutiu resultados do relatório anual da organização e empresas apresentaram suas iniciativas para o combate às mudanças climáticas

 

São Paulo, dezembro de 2016 – No ano em que foi assinado o Acordo de Paris, 7% das emissões de CO2 foram evitadas em setores como Energia, Financeiro, Industrial, Extrativo, entre outros, gerando um total de 19,3 MtCO2e (milhões de toneladas). Esta é uma das conclusões do relatório 2016, da América Latina, intitulado Capital natural: transparência e gestão como estratégias de mitigação de riscos, recentemente divulgado pelo CDP - organização que provê o mais completo sistema de divulgação ambiental do mundo, para empresas e cidades.

Segundo a publicação, mais de 100 empresas na América Latina participaram do reporte ao CDP durante o ano de 2016, nos programas Mudança Climática, Água e Floresta. No programa Mudança Climática, por exemplo, responderam ao programa 71 empresas, dos setores de: Energia, Industrial, Telecom, Financeiro, Bens de Consumo, entre outros. “Nosso objetivo é entender o cenário regional por completo, por isso buscamos sempre integrar o maior número possível de setores”, comenta Juliana Lopes, diretora do CDP para a América Latina.

A necessidade de adaptação para a mitigação dos impactos ambientais é uma realidade para empresas e cidades. E é por isso que as empresas já estão no caminho certo para aplicar estratégias e projetos que visam à sustentabilidade como parte do planejamento financeiro e como tema estratégico para definição de metas e desenvolvimento da empresa em longo prazo.

Outra conclusão do relatório mostra que os projetos direcionados à eficiência energética são os mais relatados pelas empresas, aplicados por 62% delas. “Esses são projetos com rápido payback, ou seja, são iniciativas que ‘se pagam’ rapidamente”, destaca Vicente Manzione, da Gestão Origami.

Mesmo com grande quantidade de iniciativas voltadas à mitigação de riscos em impactos ambientais, poucas empresas precificam suas emissões internamente e quantificam riscos e oportunidades de seus negócios. “Essas emissões serão inseridas em um processo de custo para as empresas. Isso já está consolidado, a questão agora é quando elas começarão a custar. Por isso, as empresas têm que se preparar para saber o impacto financeiro que a taxação de carbono causará nas operações”, complementa Manzione.

Nos programas Água e Floresta, a participação das empresas é menor, porém são avaliados não apenas fatores relacionados às mudanças climáticas, mas também o impacto das empresas nas questões de disponibilidade de água em nível global ou ainda o stress hídrico. No programa Floresta, são analisadas iniciativas contra o desmatamento, que está intrinsicamente ligado às questões de mudanças climáticas e pobreza. Segundo o relatório, as empresas evoluem na redução da compra, consumo e descarte de água, em média de 39% e, como principais ações, têm investido em infraestrutura e em novas tecnologias. Já no programa Floresta, 76% das empresas analisadas já estão comprometidas a reduzir ou eliminar o desmatamento em seus processos ou na cadeia de valor. “Existe um avanço muito positivo para a região da América Latina, mas ainda existe um grande espaço de educação e conscientização da importância da análise de impactos, riscos e oportunidades”, diz Juliana.

Os representantes das empresas classificadas com o nível de Liderança pelo CDP, EcoRodovias e Braskem, acreditam que a metodologia do CDP é muito útil para o planejamento estratégico e financeiro dos negócios. “O CDP é uma ferramenta de gestão para nós, a partir do momento que a discussão é feita pela alta Direção da empresa, isso permeia por todos os funcionários. Lá, por exemplo, a redução na emissão de gases de efeito estufa está ligada à remuneração variável de todos”, diz Artaet Martins, assessor de Sustentabilidade da EcoRodovias. Já para a Braskem, “Pela plataforma do CDP, nós conseguimos identificar aqueles pontos em que estamos fortes e devemos manter na nossa estratégia, e até mesmo nossas fragilidades. Assim, conseguimos orientar nossa estratégia, evoluindo e tirando os gaps”, complementa Luiz Carlos Xavier, coordenador de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

No último dia 21, o CDP realizou o webinar Capital Natural – o papel das empresas na economia sustentável (assista aqui), com a participação de Juliana Lopes, diretora do CDP para a América Latina, Carla Schuchmann, responsável pelos programas liderados por Investidores do CDP, Vicente Manzione, da Gestão Origami, parceira na elaboração do relatório, além de duas empresas classificadas como líderes pela metodologia do CDP, representadas por Artaet Martins, assessor de Sustentabilidade da EcoRodovias, e Luiz Carlos Xavier, coordenador de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

Acesse o relatório (também em versão mobile) ‘Capital natural: transparência e gestão como estratégias de mitigação de riscos’.

 

Sobre o CDP

O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que provê um sistema global único para que as empresas e cidades meçam, divulguem, gerenciem e compartilhem informações vitais sobre o meio ambiente. O CDP trabalha com as forças do mercado, incluindo 767 investidores institucionais, para motivar as companhias e as cidades a divulgarem seus impactos no meio ambiente, assim como suas ações para reduzi-los. Atualmente, o CDP possui o maior volume de informações sobre mudanças climáticas e água do planeta e procura colocar estes insights na pauta das decisões estratégicas, dos investidores e das decisões políticas.

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