Três quartos das empresas no mundo ainda não reconhecem as mudanças climáticas como um risco financeiro

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A pesquisa estudou relatórios anuais financeiros e relatórios de responsabilidade corporativa das cem maiores empresas por receita, em 49 países: um total de 4.900 empresas. Em apenas cinco dos países pesquisados, a parcela majoritária das cem maiores empresas descreve riscos financeiros relacionados ao clima em seus relatórios financeiros: Taiwan (88 por cento), França (76 por cento), África do Sul (61 por cento), Estados Unidos (53 por cento) e Canadá (52 por cento). Na maioria dos casos, a divulgação do risco relacionado ao clima é imposta ou incentivada nestes países pelos governos locais, pela Bolsa de Valores ou pelo agente regulador financeiro.
 
Em todo o mundo, quase três quartos (72 por cento) das empresas de médio e grande portes com ações negociadas em Bolsas de Valores ainda não reconhecem os riscos financeiros oriundos das mudanças climáticas em seus relatórios anuais financeiros. Da parcela minoritária que reconhece o risco das mudanças climáticas, menos de uma em cada 20 empresas (quatro por cento) fornece uma análise aos investidores do potencial valor de negócio em risco.
 
Em termos de setores, as empresas que operam em Recursos Florestais e Papel (44 por cento), Mineração (40 por cento), e Petróleo e Gás Natural (39 por cento) têm as mais altas taxas de reconhecimento do risco relacionado ao clima em seus relatórios. Elas são seguidas de perto pelos setores Automotivo (38 por cento) e de Serviços Públicos (38 por cento). Serviços de Saúde (14 por cento), Transporte e Entretenimento (20 por cento) e Varejo (23 por cento) são setores menos propensos a reconhecer o risco climático.
 
As principais constatações do estudo incluem:
  As Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) da ONU - um conjunto de 17 metas globais para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir a prosperidade para todos - tiveram forte receptividade junto às empresas em todo o mundo, em menos de dois anos contados a partir do seu lançamento no final de 2015. Mais de um terço (39 por cento) dos 4.900 relatórios estudados dentro da pesquisa da KPMG liga as atividades de responsabilidade corporativa das empresas com as SDGs. A proporção cresce para mais de 40 por cento (43 por cento dos relatórios) quando são examinadas especificamente as 250 maiores empresas do mundo (G250).
Cerca de três quartos dos relatórios de empresas (73 por cento) por todos os 49 países reconhecem os direitos humanos como uma questão de responsabilidade corporativa que a empresa precisa tratar. Esta proporção cresce para nove em cada dez (90 por cento) no grupo G250 de empresas. Empresas baseadas na Índia, no Reino Unido e no Japão são as mais propensas a reconhecer a questão dos direitos humanos, como também no caso das empresas que operam no ramo da Mineração. 
Dois terços dos relatórios (67 por cento) das 250 maiores empresas do mundo divulgam as suas metas visando a reduzir as emissões de carbono da empresa. Todavia, a maioria desses relatórios (69 por cento) não se alinha às metas climáticas que estão sendo estabelecidas pelos governos, pelas autoridades regionais (tal como a UE) ou pela ONU, dentro do Acordo de Paris. 
 
 
Baixe o relatório na íntegra e tenha acesso a essas e muitas outras informações de grande valia.
 
 

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